André Maia deixou Portugal por não haver mais palcos para ele. Fez teatro, telenovelas, musicais e dobragens. Há seis anos, partiu para a Grécia. Em Atenas, André realizou-se profissionalmente como artista e já conquistou os gregos com o seu fado.

André é, ele mesmo, um embaixador de Portugal que faz gosto e questão de falar e cantar apenas em português, nos seus espetáculos. A língua portuguesa é a sua grande paixão. Os gregos têm-no aceitado tão bem, que os seus espetáculos têm uma legião de seguidores que apreciam a sua música, tanto que alguns músicos gregos já o convidaram para fazer colaborações.
A chegada a Atenas
André chegou a Atenas no dia dos seus anos, a 12 de Fevereiro de 2009. Instalou-se na nova cidade, na nova casa e festejou com os novos amigos Gregos. Tudo era novo para ele, mas “estranhamente familiar” conta. “Trazia comigo na bagagem aquele peso da desconfiança portuguesinha que fica de pé atrás com tudo e com todos. Mas rapidamente percebi que as coisas aqui são jogadas como cartas de jogo limpo. Se é sim é SIM, se é não é Não. Os gregos não fazem fretes e têm opinião própria, sobretudo. Que alívio porque eu também sou assim” refere.
As saudades

Se pudesse levar alguma coisa de Portugal para a Grécia seria a gastronomia portuguesa. Da Grécia para Portugal trazia a coragem, a liberdade e a inteligência grega.
O Bom e o menos bom
André diz que não tem nada de negativo a apontar, a não ser, o facto de Atenas ser uma cidade muito suja. Quanto a um episódio positivo, conta que num dia normal, ia a caminhar na rua, ao seu lado, ia Varoufakis, Ministro das Finanças grego, cumprimentou-o, disse-lhe que era português e que o Ministro era o seu herói, Varoufakis respondeu – “Nós não precisamos de heróis mas sim de Camaradas”.
A cultura na Grécia

Saí de Portugal no dia 12 de Fevereiro de 2009 porque quis viver o MEU Fado, o MEU DESTINO que sei, não ser mau! E estes anos têm sido prova disso. Depois de mim, muitos amigos saíram também. Nesse ponto, concordo com o Sr. Passos Coelho (na Grécia ninguém é tratado pelo título académico ou de Nobreza) – já se chegou ao limite do sustentável, emigrar tornou-se uma caixa múltipla de oportunidades. E acreditem, nascemos para ser felizes. Isso é uma verdade, um direito do homem e cá fora, RESPIRA-SE.















Amei ler a tua entrevista e ouvir-te André Maia, tivesse eu menos idade e romava a essa terra onde impera a sabedoria e o conhecimento de um povo amante da Liberdade. Um povo que te recebeu concerteza de alma aberta. E têm razão porque têm um belíssimo intérprete e actor que leva a cultura portuguesa a um povo que é culto e reconhece o que de bom existe num país onde a cultura é muito mal tratada. Obrigada André Maia pelo trabalho que desenvolves . Obrigada por seres quem és um homem Culto e bom, beijinhos André.