Conan Osiris é um fenómeno. Se, por um lado muitos ficaram chocados com a sua prestação no palco da RTP na 1ª semi final do Festival da Canção, outros são peremptórios no apoio ao artista que de consensual não tem nada.  

Imagem retirada do site da RTP.

Tiago Miranda é Conan Osiris, nascido há 30 anos em Lisboa. É hoje umas das figuras mais faladas nas redes sociais, isto porque a sua presença não é indiferente a ninguém, seja pelo modo como se apresenta, se expressa e claro está, pela sua música. É autor, compositor e também produtor das suas canções. Aprendeu música sozinho, estudou arte e design e trabalhou na mais antiga sexshop de Portugal

Entrevista

Conan Osiris é uma personagem e o Tiago Miranda outra? Como lidas com estes dois eus?

São a mesma pessoa, não requer muito manuseamento. 

 Como é que entraste no mundo da produção musical?

Tudo o que aprendi foi sozinho, gostaria de ter mais paciência para ver tutoriais ou andar numa escola, mas não me importei de aprender sozinho. Entrei sozinho, simplesmente experimentando. 

Qual a tua verdadeira essência? E que tipo de mensagem queres transmitir nas tuas letras?

A mensagem já está la, então, bater nesta tecla torna se redundante. É questão de compreensão, é apenas ler. 

Porquê nomes de músicas tão peculiares como “Adoro bolos” ou “Borrego”’?

 Não é assim tao peculiar. É o que digo na música, que outro nome poderia dar? 

Grande parte do público só agora conhece o Conan Osiris, tens curiosidade de ir ler os comentários nas redes sociais? E os memes que, entretanto surgiram, como vês isso?

Não tenho muito tempo para explorar isso, mas enviam me coisas engraçadas, tenho me rido bastante. 

Há muita gente que se identifica contigo, mas também há muita gente “chocada” com a tua performance. Que tens a dizer a quem não entende a tua música?

Seria útil sentir esse choque com coisas bem mais pertinentes como a violência, a corrupção e o ambiente. Mas não, um gajo com uma máscara é que é o verdadeiro crime. Local tingz, fazer o que? 

 Para que artista ou banda gostavas de compor e porquê?

 Tenho tido muito contacto com grandes nomes de vários estilos de música que eu respeito, portanto, alguma coisa devo estar a fazer bem. 

Quais os artista que te inspiraram ao longo da vida?

Diria todos. Quanto mais conheço este mundo mais me mentalizo que toda a gente tem algo a ensinar, nem que seja aprender a afastar do que não queremos. 

O que pensa a tua família e amigos da tua arte? Quem é o teu bailarino?

Não era muito de partilhar a minha música familiarmente, mas ultimamente foi inevitável. João Reis Moreira, irmão da Sreya, conhecemo-nos há mais de 12 anos. 
 
A  Eurovisão é um objetivo ou uma oportunidade? Onde pensas que esta participação te vai levar?

Oportunidade. Não faço ideia, mas será uma viagem sempre.

Estavas à espera de tanta  popularidade? E, se fores tu o sucessor do Salvador Sobral? 

Não estava, porque nunca fui propriamente popular em lado nenhum. Vamos ver.
Quais são os teus  sonhos em termos profissionais? 

Criar, continuar a expressar o que ouço na minha cabeça, ajudar a libertar. 

Como te defines como português?

Acho que a coisa mais portuguesa sobre mim é o facto de comer regularmente massa com frango. Acho que isso não existe em mais país nenhum, ao que eu tenho percebido.

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