Diana Gomes é estudante do curso de Tecnologias de Informação e Multimédia na Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco. A sua história pode ilustrar tantas outras de jovens estudantes portugueses que buscam noutros países novas experiências académicas e pessoais.

 

Diana fez Mobilidade Internacional no 1.º semestre do ano letivo 2011/2012 em Macau. «Foi uma proposta momentânea feita pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco e eu não hesitei um segundo que fosse em embarcar naquela que seria a melhor experiência da minha vida», diz Diana.

Antes de ir estudar para Macau, a jovem albicastrense nunca tinha equacionado a hipótese de estudar fora de Portugal. Hoje, de volta a Portugal, considera que ter passado por Macau foi uma experiência muito enriquecedora. «Aquela foi a melhor experiência da minha vida, na cidade dos mil encantos das luzes e de casinos que iluminam as noites e os dias. Não prevendo o futuro e muito menos sabendo os seus enigmas, sei que um dia vou lá voltar, a Macau.» A nível académico, as expetativas foram alcançadas. Diana refere que realizou todas as disciplinas com sucesso e, sobretudo, trazendo mais conhecimento consigo.

No seu discurso, transparece a saudade e o carinho que traz da antiga colónia portuguesa. «Todos os momentos bons e maus vivenciados na colónia que outrora foi de Portugal mudaram a minha vida e o modo como via o Mundo. Para além de aprofundar e desenvolver os meus conhecimentos, apercebi-me que Portugal é tão pequeno e que existe ainda tantos mistérios lá fora por explorar.» E em termos pessoais valeu muito a pena. «As pessoas que conheci em Macau redobraram as emoções e tornaram toda a experiência valer por muito mais. Fiz amizades para a vida e com elas vivi e partilhei os melhores momentos de sempre e para sempre.»

 

Sentir Macau

«Explicar o significado de como foi viver em Macau é sem dúvida uma tarefa difícil, pois tudo está guardado na mente e sobretudo no coração. Não se explica, sente-se.»

Dos tantos momentos vividos em Macau, Diana recorda o Natal. «Uma história boa foi passar o Natal com os amigos, como uma segunda família e partilhar esses bons momentos com eles.». Num registo de graça, a jovem estudante partilha uma história embaraçosa. «Falar em português com um chinês, brincado com ele a pensar que ele não percebia. No fim, ele admitiu que era português e eu fiquei um pouco embaraçada.»

Quando esteve em Macau, Diana só socializou com portugueses, apesar de ter tido aulas com alunos chineses. No entanto, aponta algumas barreiras sociais. «A timidez e dificuldade que eles tinham em comunicar foi uma barreira social. Fiz apenas uma grande amizade com um chinês com quem vou falando de vez em quando.»

 

Curiosidades

Diana refere que houve algumas curiosidades sobre costumes dos macaenses que lhe ficaram na memória. «Nunca se oferece um relógio a um chinês, pois é sinal de que queremos terminar a relação que temos com ele. Outra curiosidade, por exemplo, nos presentes nunca se tira o preço pois é sinal de que aquele objeto custou dinheiro. Os ferreiros comem um gato por ano, porque acreditam que os gatos lhe dão proteção por terem sete vidas.»

 

Acreditar em Portugal

Com os olhos postos no futuro, Diana acredita que terá oportunidade de desenvolver aquela que será a sua profissão em Portugal. «Tenho muito orgulho do meu país e mesmo que este ande de mão dada com a crise sinto que na minha área de informática há ainda muitas oportunidades de emprego.» No entanto, deixa claro que a hipótese de ir para fora não está posta de lado. «Para começar, tenciono ficar em Portugal. Mas se aparecer uma oportunidade melhor na minha área fora do país serei a primeira a sair.»

 

Diana, uma pessoa diferente

Diana considera que a experiência de estudar em Macau fez dela uma pessoa diferente, quer a nível profissional quer a nível pessoal. «A nível profissional, tive que me adaptar a um ensino diferente, aulas em inglês e aumentei a confiança para aceitar desafios diferentes do habitual. A nível pessoal, senti que cresci. Estar num país com costumes e hábitos tão diferentes dos nossos e onde tive que me desenvencilhar sozinha fez de mim uma pessoa muito mais madura e confiante.»

 

Os sonhos de Diana

«Acabar o curso, empenhar-me mais nos projetos pessoais e singrar profissionalmente com o intuito de conseguir um bom futuro pessoal.»

 

Mais do que tudo é um Coração Luso

Sou sem dúvida um coração luso, muito patriota e sempre orgulhosa do meu país para onde quer que vá. E citando Confúcio: “Onde quer que você vá, vá com todo o coração”. E eu fui para Macau com o meu coração luso.

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É a mentora do Coração Luso. Licenciada em Jornalismo e Comunicação, pós-graduada em Jornalismo e mestranda em Jornalismo, Comunicação e Cultura. Foi na Rádio que começou, chegando a colaborar com a Rádio Renascença. Na televisão passou pela RTP2, TVI e, mais recentemente, RTP Internacional. É apaixonada por histórias, gosto que herdou do seu avô. É emigrante no Reino Unido.

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